O cenário atual nos apresenta uma realidade social que opõe princípios de liberdade e uma suposta democracia contra um crescente fascismo social imposto de maneira parlamentar e que se reflete nas ações de controle social do estado.
Para tornar mais transparente o cenário, a votação no senado de um processo de impeachment forjado nos bancos parlamentares, a sombra nefasta de um projeto "Escola sem Partido" e a criminalização dos movimentos sociais são apenas uma fração do imenso retrocesso em curso no Brasil. Tal retrocesso é apenas um dos ataques diretos a educação pública brasileira que por de traz do manto de uma suposta liberdade democrática e em nome da ordem nacional criam-se mecanismos de controle e coerção dentro da escola.
O caminho trilhado é de uma escola sem opinião, sem humanidade e condenada a reproduzir os mesmos mecanismos seculares de opressão contra todas as minorias dentro das escolas. Em síntese, a a manutenção do paternalismo, do machismo, do racismo e todas as formas de preconceito encontraram eco ainda nas escolas.
Penso que o debate não pode retroceder, a sociedade civil organizada e os movimentos sociais devem continuar reivindicando a escola com seu espaço de formação e de empoderamento para que esta reflita as demandas, os anseios e as realidades dos verdadeiros protagonistas no processo educacional, os jovens.
A proposta é usar este espaço para a difusão dos valores da cultura afro e da cultura afro-brasileira, refletir sobre os problemas sociais brasileiros de forma crítica mas sem apegos acadêmicos ou partidários, a ideia é provocar, problematizar e propor um debate afirmativo e plural pautado por vários temas dialogando com as mais variadas visões de mundo usando a imagem e a mídia como catalizadores de um processo reflexivo sem grandes pretensões
"A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, quando apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une" Milton Santos
